Informações importantes para contratar e usar bem seu plano de saúde

Reajuste de planos: é preciso rever políticas

Nesta semana, comenta­remos o valor pago pela sociedade por planos e se­guros saúde. A resistência de alguns segmentos em compreender quão difícil é equacionar a precificação desses produtos tira foco do principal desafio: a cons­trução de medidas que esti­mulem a concorrência, um benefício ao consumidor.

Os serviços nesta área, que já não eram baratos, estão encarecendo. E não menos intensa é a incorporação dos insumos, materiais, equipamentos e recursos humanos necessários ao atendimento no alto nível exigido das operadoras, o que eleva gastos e a neces­sidade de recomposição – no Brasil, os custos avan­çam 18% ao ano; nos Esta­dos Unidos, 5%. E somados à inflação da assistência médica – muito acima da­quela que mede os demais preços da economia –, es­ses fatores são obstáculos à sustentabilidade do setor, do qual um número cada vez maior de brasileiros dependerá no futuro.

Em economias concor­renciais – que asseguram preços competitivos, ser­viços de maior qualidade, diversificação de produtos e inovação –, o interven­cionismo governamental não faz sentido. Se há este expediente, o mercado não é livre, desenvolve-se de forma inibida e não traz ganhos ao consumidor, em sua coletividade.

Além de fiscalizar a qua­lidade no atendimento, o órgão regulador deve zelar pelo bom funcionamento do sistema competitivo dos mercados. O passo inicial foi dado com a regulamen­tação da portabilidade, permitindo que o consumi­dor mude de plano sem ter que cumprir novas carên­cias. Mas é preciso avançar.

Não há argumentos eco­nômicos que sustentem a necessidade de regu­lar preços e reajustes em mercados que funcionam de acordo com o livre jogo da oferta e da procura. A proposta das associadas à FenaSaúde, com base nes­ses fundamentos, é de fle­xibilização, para aumentar a competição e a oferta de planos individuais à socie­dade. O melhor aliado do cidadão é a concorrência, que lhe dá opções de con­sumo segundo suas neces­sidades e seu senso de va­lor e qualidade.