Informações importantes para contratar e usar bem seu plano de saúde

Recomposição dos honorários médicos – como fechar esta conta

Ano após ano, as opera­doras de planos de saúde são questionadas por enti­dades médicas devido aos valores dos honorários. A coluna de hoje propõe jogar luz sobre as con­tas: entre as associadas à Federação Nacional de Saúde Suplementar (Fena­Saúde), as despesas com internações – que incorpo­ram tecnologias, órteses e próteses, entre outros itens – cresceram 223%, de 2007 a 2012. Estes va­lores não são pagos pelas empresas, mas, sim, pela sociedade. O resultado foi uma profunda mudança na composição das des­pesas assistenciais, com os gastos com materiais e medicamentos assumindo proporções crescentes.

As operadoras afiliadas à FenaSaúde têm feito gran­des esforços para melho­rar a remuneração médi­ca. Segundo levantamento da Federação, as associa­das reajustaram os valores por consulta, aproximada­mente, em 52,3%, nos úl­timos cinco anos – média superior à inflação do pe­ríodo, de 31,9%. Nenhuma categoria de trabalhado­res conseguiu reajuste tão alto como os médicos.

Dados da Federação In­ternacional de Planos de Saúde (IFHP) apontam que a média de honorá­rios por consulta no Bra­sil é superior à de países como França, Espanha e Canadá. O médico tam­bém recebe por procedi­mentos executados em consultório, o que lhe propicia ganhos men­sais que podem exceder R$ 20 mil.

Ao pagar valores por con­sulta superiores à média de outros países, as ope­radoras federadas valo­rizam a categoria. Mas é preciso refletir sobre os impactos econômicos na sociedade. Para a Fena­Saúde, o caminho é ado­tar medidas que ampliem margens de negociação, como a prescrição, por parte dos médicos, de tra­tamentos e materiais com preços mais acessíveis, mas que produzam os mesmos resultados clíni­cos. A Federação também preconiza a remuneração por desempenho – va­lorar o desfecho clínico. Tais medidas contribuem para sustentabilidade do sistema, desafio que re­quer diálogo equilibrado e inadiável.