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Diferentes conceitos de urgência e emergência

Existem diferenças de conceito entre urgência e emergência. A emergência é quando há ameaça iminente à vida, sofrimento intenso ou risco de lesão permanente. As situações de emergência requerem intervenção médica de imediato.

Já na urgência, a assistência rápida é necessária para evitar o agravamento da situação clínica do indivíduo. Costuma caracterizar casos em que a atenção é urgente, mas com prazo um pouco maior, na fase inicial de atendimento, para que sejam avaliadas as necessidades do paciente.

Exemplos de emergência: parada cardiorrespiratória, fraturas expostas, hemorragias muito intensas e infartos, que podem causar danos irreversíveis e até o óbito.

Exemplos de urgência: dores abdominais agudas e cólicas renais, aumento da pressão arterial ou do índice de glicose e hipotermia.

Assim que chega à unidade de pronto-atendimento ou pronto-socorro, o paciente passa por uma avaliação, uma triagem, que determina se o seu estado clínico é de emergência ou urgência.

Nesta etapa, os profissionais de saúde identificam os casos que demandam atendimento prioritário. Situações mais graves têm prioridade e, possivelmente, demandarão cuidados especiais, procedimentos diagnósticos imediatos, internação clínica ou cirúrgica e até transferência para uma unidade mais equipada para seu caso.

Na Saúde Suplementar, casos de urgências e emergências ocasionadas por acidente pessoal (queimaduras, quedas e outras) estão cobertas após 24 horas da assinatura do contrato do plano de saúde.

 

Regras de carência:

– Todos os planos comercializados na vigência da Lei 9.656/98 preveem direito ao atendimento de urgência e emergência após 24 horas de vigência do contrato.

– Em alguns casos, a cobertura é integral. Isto significa que, depois de prestados os primeiros socorros, se houver necessidade, o beneficiário terá direito a internação, cirurgia, Unidade de Terapia Intensiva ou a outros recursos que são exclusivos da cobertura hospitalar. Um exemplo é acidente pessoal, mas apenas se o plano contemplar a cobertura hospitalar.

– Em outros casos, a cobertura está limitada a até as primeiras 12 horas de atendimento no pronto-socorro. Isto significa que a cobertura cessa no momento em que se detectar a necessidade de cirurgia, internação clínica, parto ou qualquer atendimento que requeira recursos exclusivos da cobertura hospitalar.

 

Em alguns casos, o atendimento de urgência e emergência está limitado as primeiras 12 horas de cobertura. Isso ocorre nos:

– Contratos individuais e coletivos que contemplem apenas a cobertura ambulatorial.

– Contratos individuais e coletivos por adesão, que contemplem a cobertura hospitalar, com ou sem obstetrícia, mas não tenham cumprido a carência para internação ou parto.

– Contratos coletivos empresariais com menos de 30 participantes, que contemplem a cobertura hospitalar, com ou sem obstetrícia, mas não tenham cumprido a carência para internação ou parto.

– Nestes casos, se optar por permanecer em hospital particular após o prazo de até 12 horas, o beneficiário deverá arcar com todas as despesas para continuidade do tratamento. Caso não tenha recursos para permanecer em hospital privado, a operadora de saúde custeará sua remoção para um hospital público.

– Se o beneficiário optar pela remoção para outro hospital privado ou não puder ser removido, a operadora está desobrigada de qualquer ônus ou responsabilidade após as 12 horas de atendimento.

 

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