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Amil aposta em modelo de coordenação de cuidado e médico de família.

Assim que alcançou a faixa dos 60 anos, o chefe de cozinha Fernando Martinez, 61 anos, decidiu que deveria se cuidar melhor. Com 148 quilos, diabético e hipertenso, ele foi encaminhado pelo médico a uma das unidades Amil Espaço Saúde, onde os pacientes têm a chance de experimentar uma outra lógica de cuidados: a atenção primária à saúde (APS). Para Fernando, foi como entrar em um mundo novo.

Em sua primeira visita à unidade Butantã, na zona oeste, ele achou que faria apenas um eletrocardiograma. Ao instalar os eletrodos em seus tornozelos, a profissional notou que ele tinha um machucado em uma das pernas. Perguntou sobre aquele sinal e, ao ser informada de que ele tinha outros ferimentos no corpo, explicou que uma enfermeira poderia orientá-lo e fazer curativos naquele mesmo endereço.

Fernando soube, também, que teria uma equipe completa para cuidar dele para sempre: uma médica de família, uma enfermeira de família e uma técnica de enfermagem – o coração da equipe. No modelo adotado pela Amil, cabe a ela o papel de coordenador do cuidado. É a pessoa que agenda consultas, zela para que o paciente retorne à unidade e acompanha sua jornada, caso ele precise de um especialista ou de um recurso que esteja além da atenção primária. O paciente recebe um número de celular, para o qual pode ligar ou mandar mensagem, sempre que tiver dúvidas ou precisar de orientação – o que aumenta a proximidade com seu médico.  

O vínculo de Fernando com a equipe da unidade Butantã, onde ele é atendido há mais de um ano, já é forte. “Sou tratado com uma dedicação impressionante. Todos me conhecem pelo nome. É como se eu fosse o único paciente”, afirma. Satisfeito com os resultados de saúde já alcançados (pressão arterial e diabetes sob controle e perda de 8kg), Fernando sabe que ainda tem grandes desafios pela frente. “A médica está tentando me convencer a ir à psicoterapeuta e à nutricionista, mas ainda não conseguiu”, diz.

As unidades Amil Espaço Saúde contam com equipes de referência em saúde mental, compostas por psiquiatra, psicólogo e assistente social. O objetivo é oferecer cuidado a pacientes com sofrimento mental grave (incluindo o manejo de crises no nível ambulatorial) – o que evita internações desnecessárias e proporciona mais qualidade de vida a essas pessoas e suas famílias. A operadora possui ainda equipe multiprofissional composta por nutricionistas, educadores físicos e fisioterapeutas, que oferecem programas e ações estratégicas focadas em abordagem ao tabagismo, suporte ao emagrecimento para adultos e crianças e acesso a tratamento especializado em feridas – como aquele que Fernando precisou.

Com 4,1 milhões de beneficiários de planos médicos, a operadora registrou, em março, 320 mil clientes acompanhados no modelo de coordenação de cuidado e médico de família. Para compor as equipes de atenção primária (médicos, enfermeiros e técnicos), a empresa contratou 400 profissionais, mas decidiu fazer investimentos ainda maiores.

A falta de profissionais no mercado é uma barreira à expansão da APS na saúde suplementar. Para mitigar esse risco, a empresa criou o seu próprio Programa de Residência Médica em Medicina de Família e Comunidade. Em março, os primeiros 20 residentes chegaram às unidades do Rio de Janeiro e de São Paulo. No próximo ano, a operadora pretende expandir a iniciativa para o Nordeste.

Há no país cerca de 7 mil médicos de família. “É uma quantidade insuficiente para atender à demanda do SUS e do sistema privado que, cada vez mais, percebe a importância da atenção primária para a entrega de valor ao cliente e para a sustentabilidade do sistema”, afirma Alexandre Rosé, diretor médico da Amil. “Precisamos assumir o protagonismo de formar novas pessoas”.

Na Amil, cada médico acompanha algo entre 2 mil e 2,2 mil pacientes. Depois de trabalhar durante três anos na unidade de Campinas, a médica de família Livia Ces Guedes Pereira, chegou em março ao Butantã. Ela conta que decidiu abraçar essa especialidade ao acompanhar familiares em tratamentos de saúde. Livia se incomodava ao observar médicos que atendiam sem sequer olhar nos olhos dos pacientes. Para ela, os brasileiros precisam superar a cultura que faz com que o paciente seja “recortado” em vários pedacinhos para que cada especialista cuide de uma parte.

“Muitos pacientes chegam desconfiados e perguntam se eu vou, mesmo, cuidar de tudo”, diz Livia. “Quando começam a ser atendidos e entendem a lógica do nosso serviço, eles ficam mais tranquilos e acabam gostando”. Os pacientes têm a liberdade de entrar e sair do programa de APS a qualquer momento. No entanto, mais de 90% ficam – o que demonstra o alto grau de satisfação dos clientes.    

Entre os resultados alcançados pela operadora, está a redução de 20% das internações no grupo que adere ao modelo. Nove em cada dez clientes que se consultam com um médico de família nas unidades Amil Espaço Saúde não precisam ser encaminhados a outros especialistas. “Isso ocorre porque boa parte dos pacientes que nos procuram têm doenças sensíveis à atenção primária, como hipertensão, diabetes e asma”, diz Rosé. “Quando conseguimos controlá-las, reduzimos as idas ao pronto-socorro e a necessidade de internação”. A Amil segue empenhada em promover o cuidado certo, no lugar certo e no momento certo.   

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