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Deixe de fumar e ganhe qualidade de vida

Fumar faz mal

Dia Mundial da Luta contra o Tabaco é comemorado em 31 de maio e faz parte de ação coordenada – envolvendo organizações de saúde, governos e sociedade – a fim de combater o hábito nocivo à saúde. Estabelecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 1988, a data tem o objetivo de encorajar os fumantes a praticar abstinência total neste dia, no mundo todo. Pesquisas e estudos mostram que os benefícios físicos de parar de fumar já são comprovados. Redução de câncer da boca, laringe e pulmão, de doenças respiratórias e cardiovasculares são alguns deles.

De acordo com dados do Ministério da Saúde, o fumo leva a óbito cerca de 200 mil pessoas por ano no Brasil. Análise da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), realizada entre os anos de 2008 e 2011, mostra redução do percentual de fumantes de 14,0% para 10,3%, com base em  dados extraídos do Vigitel (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), do Ministério da Saúde. O estudo refere-se a parcela da população que tem planos de saúde.

Morte por hábito é evitável

A principal causa de morte evitável em todo o mundo está ligado ao tabagismo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).  O número de fumantes é estimado em de 2 bilhões de pessoas. Pesquisas indicam que 47% da população masculina mundial e 12% da feminina fumam. A fumaça do cigarro possui mais de 4.700 de elementos tóxicos. O alcatrão, por exemplo, é composto de mais de 40 elementos  cancerígenos. Já o monóxido de carbono (CO), em contato com a hemoglobina do sangue, dificulta a oxigenação. A privação de oxigênio, em alguns órgãos, pode desencadear doenças como a aterosclerose, por obstruir os vasos sanguíneos.

Conjunto de ações para um melhor resultado

A luta contra o tabagismo requer adoção de várias ações para um melhor resultado. Um dos fatores que auxiliam na redução é a veiculação de campanhas advertindo sobre os danos que o cigarro pode ocasionar à saúde. Medidas restritivas, como a proibição do cigarro em ambientes fechados, também ajudam a controlar a epidemia, porque provocam mudanças de hábitos na sociedade.

Aprovada em 2011, mas regulamentada em 2014, a Lei 12.546 proíbe em todo o território brasileiro o ato de fumar cigarrilhas, charutos, cachimbos e outros produtos em locais de uso coletivo, públicos ou privados, incluindo halls e corredores de condomínios, restaurantes e clubes – mesmo que o ambiente esteja parcialmente isolado por uma parede, divisória, teto ou toldo.

Desde então, é proibido reservar espaços como “fumódromos” e veiculação de propagandas de cigarros, até mesmo nos pontos de venda. Só está autorizada a exposição dos produtos, se acompanhada de mensagens sobre os malefícios provocados pelo fumo e indicando que a comercialização do produto é restrita a maiores de 18 anos.

Não fumantes também são prejudicados

É importante alertar que o fumo faz mal não só aos seus usuários, mas também aos não fumantes (denominados fumantes passivos), que são os indivíduos que convivem em ambientes fechados com os tabagistas. Isso acontece porque a fumaça que é exalada pelos cigarros, proveniente do tabaco, é altamente tóxica e também pode provocar doenças.

As crianças são as mais vulneráveis ao cigarro quando convivem com pessoas que fumam – sejam seus pais ou cuidadores.

O Instituto Nacional do Câncer (INCA) alerta em seu portal que a absorção da fumaça do cigarro por pessoas não fumantes pode gerar uma série de complicações:

  • Adultos não fumantes: Maior risco de doenças, proporcionalmente ao tempo de exposição à fumaça; Risco 30% maior de câncer de pulmão e 24% maior de infarto do coração do que a incidência para não fumantes que não se expõem.
  • Crianças: Maior frequência de resfriados e infecções no ouvido; Maior risco de doenças respiratórias (pneumonia, bronquites e asma).
  •  Bebês: Risco cinco vezes maior de morrerem subitamente, sem uma causa aparente (Síndrome da Morte Súbita Infantil); Maior risco de doenças pulmonares até um ano de idade, proporcionalmente ao número de fumantes em casa.

O combate ao vício É possível controlar a dependência do fumo. Para isso, é necessário que o usuário esteja engajado em deixar o vício e buscar tratamento.

O combate ao fumo também está associado à adoção de práticas saudáveis, como alimentação balanceada e atividades físicas regulares, que, além de proporcionarem condicionamento, ajudam a controlar a ansiedade. Invariavelmente, ex-fumantes relatam ganho de qualidade de vida após deixarem o vício.

Fontes:

Organização Mundial de Saúde (OMS)

Ministério da Saúde

Instituto Nacional do Câncer (INCA)

Cartilha de Hábitos Saudáveis – Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde)

 

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