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Não tenha mais dúvidas sobre a Febre Amarela

Orientações para a vacinação contra febre amarela

Tipos de febre amarela e transmissão

É uma doença infecciosa grave, causada por vírus e transmitida por mosquitos.

São dois tipos da doença: a febre amarela silvestre e a febre amarela urbana (causadas pelo mesmo vírus, mas transmitidas por diferentes mosquitos).

O surto que está acontecendo no Brasil é de febre amarela silvestre. O último caso da febre amarela urbana foi registrado em 1942.

Na febre amarela silvestre, os mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes transmitem o vírus e tem os macacos como os principais hospedeiros.

Na febre amarela urbana, o vírus é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti  ao homem.

O vírus nunca é transmitido de ser humano para ser humano.

A contaminação de seres humanos ocorre quando uma pessoa não vacinada é picada por um mosquito contaminado pelo vírus.

 

Sintomas da febre amarela

  • Os sintomas aparecem abruptamente, 3 a 6 dias após a picada.
  • Febre, calafrios, dor de cabeça, dores nas costas, dores no corpo em geral, náuseas e vômitos, fadiga e fraqueza. Nas formas leves pode passar despercebida.
  • Em geral a doença dura 12 dias.
  • Em casos graves, a pessoa pode desenvolver febre alta, icterícia (coloração amarelada da pele e do branco dos olhos), hemorragia e, eventualmente, choque e insuficiência de múltiplos órgãos. Se não for tratada rapidamente, a febre amarela pode levar à morte em cerca de uma semana. Os casos graves são letais em 50% dos casos.

 

Como é feito o diagnóstico

  • Exame clínico.
  • História de deslocamento ou permanência em área de risco.
  • Pode ser confundida com malária e dengue.

 

Tratamento da febre amarela

  • Não há tratamento específico. Tratam-se os sintomas.

 

Como prevenir

  • Proteção contra a picada de mosquitos com o uso de repelentes e roupas protetoras.
  • Vacinação.

 

Quem deve receber a vacinação

  • Atualmente, a vacinação de rotina é ofertada em 19 estados onde há recomendação para imunização. Todas as pessoas que vivem nesses locais devem tomar duas doses da vacina ao longo da vida. No Programa Nacional de Imunização, as crianças recebem as vacinas aos nove meses e uma dose de reforço aos quatro anos de idade (o que garante proteção para o resto da vida).
  • Também precisam se vacinar, neste momento, pessoas que vão viajar ou vivem nas regiões que estão registrando casos da doença: leste de Minas Gerais, oeste do Espírito Santo, noroeste do Rio de Janeiro e oeste da Bahia. A população que não vive na área de recomendação ou não vai se dirigir a essas áreas não precisa buscar a vacinação neste momento.
  • Não há necessidade de corrida aos postos de saúde, já que há doses suficientes para atender as regiões com recomendação de vacinação. Se houver necessidade, a CNseg promoverá a vacinação de seus colaboradores e prestadores.
  • Pessoas que já receberam duas doses da vacina ao longo da vida já são consideradas protegidas.
  • Em caso de descolamento para área de risco, a vacinação deve ser feita com no mínimo 10 dias de antecedência.
  • Quem não pode tomar vacina: crianças abaixo de 6 meses, gestantes e idosos acima de 65 anos, bem como indivíduos em tratamento ou com condições que levem a depressão da imunidade. Estes casos necessitam de orientação médica para vacinar.

 

Quais são as áreas de risco

No Brasil, os locais de risco são as regiões de matas e rios das seguintes regiões:

  • Todos os Estados da Região Norte e Centro-Oeste.
  • Região Nordeste: Estado do Maranhão, sudoeste do Piauí, oeste e extremo-sul da Bahia.
  • Região Sudeste: Estado de Minas Gerais, oeste de São Paulo e norte do Espírito Santo.
  • Região Sul: oeste dos Estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

 

As pessoas que moram nestas regiões, ou aqueles que irão viajar para estes locais devem tomar a vacina, caso ainda não tenham feito ou o fizeram há mais de dez anos.

 

Por que houve aumento do nº de casos 

  • Aumento da população suscetível (não imune) tanto de humanos quanto de macacos
  • Maior proximidade entre macacos, mosquitos e humanos por conta de fatores ambientais, climáticos e demográficos.
  • Baixa cobertura vacinal.

Fontes:

 

http://portalarquivos.saude.gov.br/images/pdf/2017/janeiro/27/Municipios-Conforme—reas-ACRV-ACRT-ASRV-Febre-Amarela-Jan-2017-.pdf

 

 

 

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