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Pioneiro em medicina preventiva, o Grupo NotreDame Intermédica oferece cuidado coordenado para beneficiários.

Quando completou 60 anos, a dona de casa Ilma Camila Marques recebeu um telefonema inesperado do plano de saúde. Do outro lado da linha, uma funcionária atenciosa a convidava a conhecer o programa de geriatria.

Surpresa, Ilma respondeu: “Isso não é coisa para velho?” Sem uma queixa imediata que, sozinha, ela pudesse relacionar ao envelhecimento, Ilma não poderia imaginar que a geriatra se tornaria uma grande parceira na conquista de uma vida com mais qualidade nos anos seguintes.

“A geriatra virou a minha médica de referência. Ela cuida de tudo, da cabeça aos pés. É uma grande amiga que tenho aqui na Intermédica, um lugar onde me sinto em casa”, diz. A cada quatro meses, ela tem um encontro marcado com a mesma médica, com quem diz ter aprendido a prevenir doenças e a se esforçar para comer melhor e praticar atividade física.

Aos 66 anos, Ilma comemorava o resultado da avaliação na saída da última consulta, no início de abril: “Ela disse que eu fiz a lição de casa direitinho. Tirei nota 10”.

O telefonema capaz de atrair a beneficiária para cuidados de saúde que ela sequer sabia que seriam importantes na sua história de vida é resultado dos investimentos do Grupo NotreDame Intermédica em medicina preventiva. Uma estratégia pioneira adotada em 1982 e reafirmada nas décadas seguintes. O objetivo é ter uma atuação em toda a linha de cuidado, de forma verticalizada.

A operadora faz promoção de saúde, antes mesmo da identificação de alguma doença. Traça um perfil dos funcionários das empresas, assim que eles se tornam novos beneficiários. Com isso, consegue elevar a conscientização sobre medidas preventivas (alimentação saudável, atividade física etc) e, também, alocar as pessoas corretas às linhas de cuidado necessárias.

Os pacientes são atendidos em centros clínicos e, conforme sua situação de saúde, podem ser encaminhados para os programas de medicina preventiva. Com mais de 2,1 milhões de vidas em saúde (acima de 4 milhões se incluídos os planos odontológicos), a operadora calcula que cerca de 10% dos associados fazem ou fizeram parte de programas monitorados.

Grupos específicos (idosos, gestantes, crônicos, oncológicos etc) são acompanhados de perto. Com sistema, monitoramento e acesso, a operadora tem os instrumentos para fazer gestão populacional e medir resultados. Quase 500 funcionários contratados (médicos e equipe multiprofissional) trabalham nesses programas. Em situações específicas, os pacientes são direcionados para um programa de alto risco. As intercorrências são atendidas em hospitais próprios, o que fecha o ciclo de cuidado.  

Presente em São Paulo, ABC, Jundiaí, Sorocaba, Campinas, Santos e Rio de Janeiro, a operadora centraliza o atendimento ao público de alto risco em ambulatórios específicos. É o caso das unidades Qualivida, equipadas com emergência, urgência, farmácia, auditório para treinamento de pacientes e cuidadores, salas de pré-consulta e consulta médica, salas de infusão para quimioterápicos etc.

Essas unidades funcionam de segunda a sexta-feira, das 8h às 20 horas. Fora desse horário, em caso de urgência, os pacientes são orientados a se dirigir a um pronto-socorro da rede própria – onde os profissionais têm acesso às informações do prontuário dos pacientes.   

O objetivo dessa organização é transferir o foco do tratamento da doença para o de promoção da saúde. E, com isso, direcionar o cuidado para a melhor utilização dos recursos e para a melhoria da saúde dos associados.

Segundo a operadora, esse modelo permitiu uma redução de 67% das internações de pacientes crônicos, de 65% das internações de idosos e de 49% das internações de oncologia. Houve também um crescimento de 35% das consultas de pré-natal e queda de 40% na taxa de prematuridade. A adesão ao tratamento cresceu 44% e o índice de satisfação dos pacientes está em 98%.

A principal dificuldade citada pela operadora em relação à adoção dos programas de atenção primária à saúde é um fator cultural: a excessiva valorização da tecnologia, dos exames e dos procedimentos terapêuticos.

Uma das formas de superar esse entrave e de garantir que a estratégia fosse compreendida e abraçada pelos profissionais de saúde foi investir na verticalização. “Esse modelo permite uma seleção adequada dos profissionais, um convencimento pelos resultados e um maior engajamento do que teríamos em um sistema descentralizado”, afirma Lauro Barbanti, diretor médico responsável pelos centros clínicos do Grupo NotreDame Intermédica.

É o que sente diariamente a geriatra Melissa Alves dos Santos, que trabalha há dois anos na unidade Qualivida do bairro de Higienópolis, em São Paulo. Ela ressalta que o objetivo da prevenção é tentar identificar pontos nos quais seja possível intervir para evitar que eles se tornem um agravamento de saúde.

Para Melissa, é muito gratificante poder fazer prevenção da forma correta em um lugar que oferece todo o apoio multidisciplinar (fisioterapia, psicologia, fonoaudiologia, terapia ocupacional etc) necessário para evitar que o idoso sofra uma fratura ou uma internação, por exemplo. “Sou muito feliz aqui”, diz ela. “O tempo de consulta é mais longo, o que me permite conhecer melhor aquele indivíduo e, junto com os outros profissionais da equipe, adotar as ações capazes de mantê-lo ativo e independente enquanto for possível”.

A operadora também dispõe de estruturas paralelas, como um call center. Se o paciente tem alguma dúvida ou precisa de uma orientação específica, ele pode telefonar e ser atendido pela equipe multiprofissional ou mesmo por outro médico – pessoas que podem ajudá-lo efetivamente e evitar idas desnecessárias ao pronto-socorro.  

“O nosso conceito muito forte é o do coordenador do cuidado. Se o paciente tem um coordenador do cuidado, ele tem uma referência”, diz Walter Moschella Junior, diretor médico responsável pela área de medicina preventiva. A experiência do Grupo NotreDame Intermédica demonstra que manter o foco na prevenção reduz custos, mas, antes disso, é preciso investir. “A prevenção não é a solução econômica imediata. Ela dá resultados, mas a médio e longo prazo.”

 

 

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