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Cirurgia bariátrica: indicações e riscos

operação bariatrica

Alternativa extrema contra a obesidade grave, a cirurgia bariátrica é um procedimento delicado tanto do ponto de vista físico quanto psicológico, o que requer criteriosa avaliação do quadro clínico para que seja recomendada. Muitas vezes, na tentativa de reduzir peso rapidamente, o obeso acredita que esse método é a melhor solução.

A cirurgia bariátrica deve ser o último recurso da Medicina na luta contra a balança, devido aos riscos e às limitações que o procedimento impõe ao paciente para o resto da vida. Alimentação equilibrada, acompanhamento psicológico, atividades físicas e medicamentos com prescrição médica, em conjunto, sempre são o melhor caminho.

Muito debatido na atualidade, o procedimento foi objeto do estudo ‘Impacto da Cirurgia Bariátrica, em médio prazo, na utilização de serviço de saúde, morbi-mortabilidade e custos com atenção médica’, que conquistou a primeira colocação na categoria ‘Promoção da Saúde’ do ‘Prêmio IESS de Produção Científica em Saúde Suplementar’ edição de 2014, oferecido pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar.

Um dos tópicos da pesquisa, de Silvana Márcia Bruschi Kelles, destaca a análise do comportamento de 4.006 pacientes quatro anos antes e quatro anos depois de serem submetidos à cirurgia bariátrica. O resultado da amostra reforça que este procedimento deve ser realmente a última alternativa para quem sofre de obesidade.

Dentro do período de acompanhamento, havia 6,33 internações por 1.000 beneficiários/ano antes da operação, subindo para 23,68 após o procedimento, por exemplo. Os motivos para o aumento dessa taxa foram os eventos adversos após a cirurgia, entre eles pneumonia, depressão, embolia pulmonar, hérnias, dificuldade de se alimentar, deficiência de vitaminas, além da necessidade do uso permanente de medicamentos. Ou seja, a pesquisa reforça que mesmo sendo reconhecida como um procedimento seguro, a cirurgia bariátrica, como qualquer intervenção, oferece vários riscos.

O estudo destaca ainda que a obesidade mórbida não é mais uma epidemia apenas dos países desenvolvidos, mas também das nações em desenvolvimento. No Brasil, os números são alarmantes: 0,76% da população tem o Índice de Massa Corporal (ICM) acima de 40 kg/m², quando o ideal é estar abaixo de 25kg/m². O agravante é que este percentual apresenta curva crescente.

Atualmente, o procedimento está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) e também pode ser feito por meio de planos e seguros médicos privados – que cobrem 50 milhões de brasileiros. Entre 2011 e 2013, foram feitas 18.203 cirurgias bariátricas pelo SUS em todo Brasil, sendo que a espera chega a mais de três anos. No mesmo período, as operadoras de Saúde Suplementar fizeram 101.189 operações. Para beneficiários dos planos de saúde, não há fila, mas é imprescindível que o paciente atenda aos critérios de elegibilidade para a cirurgia – ou seja, configurar caso grave e irreversível por outros meios.

Apenas no ano de 2013, a Saúde Suplementar realizou 130,9 cirurgias bariátricas por 100 mil beneficiários, enquanto o SUS fez 6,5 para cada 100 mil habitantes sem planos de saúde. Nos Estados Unidos, o número foi de 59,4 no mesmo período.

A cirurgia bariátrica deve ter as seguintes indicações gerais para que seja realizada:

  • IMC maior ou igual a 40;
  • IMC maior ou igual a 35, quando houver estados mórbidos associados (hipertensão e/ou diabetes difíceis de compensar, limitações ortopédicas, apneia do sono etc);
  • Falha no tratamento clínico após dois anos;
  • Obesidade grave instalada há mais de cinco anos.

Implicações da cirurgia bariátrica

  • Acompanhamento médico rigoroso;
  • Atividade física regular;
  • Manutenção do tratamento psicológico;
  • Suplementação com vitaminas e sais minerais;
  • Dieta rigorosa.

Fonte:

Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica

Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS)

 

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