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Parto normal: a melhor escolha, quando possível

Médicos examinam grávida antes de um parto normal

O parto normal proporciona mais benefícios para a saúde da gestante e do bebê do que as cesáreas – que deveriam ser a opção apenas em casos específicos. Mesmo assim, muitas mulheres preferem a cesárea por conta do medo das fortes dores que, em geral, acompanham o parto normal. A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), o Hospital Israelita Albert Einstein e o Institute for Healthcare Improvement (IHI) – responsáveis pelo ‘Projeto Parto Adequado’ – lançaram a campanha ‘Não ao Parto Agendado’, que tem apoio institucional da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde).

O objetivo do Projeto – em conjunto com um grupo de hospitais e operadoras participantes – é elaborar, testar, avaliar e disseminar um modelo de atenção ao parto e nascimento, que, favoreça a qualidade nos serviços; valorize o parto normal; e contribua para a redução de cesarianas desnecessárias e de seus riscos decorrentes. As sete operadoras associadas à FenaSaúde inscritas no ‘Projeto Parto Adequado’ representam 93% de beneficiários dos planos médicos das afiliadas.

A campanha ‘Não ao Parto Agendado’ da ANS busca sensibilizar gestantes e profissionais de saúde para que evitem o parto agendado, com realização de cesáreas antecipadas e desnecessárias. Tal prática pode levar bebês para as UTIs Neonatais, por exemplo, em razão da prematuridade.

A opção da mulher pela cesárea – mesmo quando as condições clínicas da gestante e do bebê permitem a realização do parto normal –, na maioria das vezes, é um desejo proveniente do medo das dores do parto normal. Uma das formas de humanização do parto – que começa ainda no pré-natal com o apoio psicológico – é oferecer a gestante as alternativas de alívio às dores (analgesia) do parto. Muitas não sabem dessa possibilidade, que pode ser oferecida com ou sem uso de medicamentos. Vale lembrar que a analgesia por anestesia também é coberta pelos planos e seguros saúde que contemplam a cobertura obstétrica.

A FenaSaúde disponibiliza várias informações sobre as coberturas dos planos de saúde para as gestantes e recém-nascidos no Guia da Gestante.

Cesáreas: Brasil está no topo do ranking

A escolha das mulheres brasileiras pelo parto cirúrgico torna o país líder em ranking mundial, com mais da metade dos partos (55,3%) sendo realizada por meio de cesárias, segundo o levantamento de 2013 da Organização Mundial de Saúde (OMS). Estudos científicos apontam que a cesárea sem indicação médica aumenta em 120 vezes a probabilidade de problemas respiratórios para o recém-nascido e triplica o risco de morte para a mãe.

Em caso de cesáreas antes das 39 semanas de gestação, o recém-nascido pode sofrer complicações respiratórias imediatas em razão de o nascimento ter ocorrido antes da completa formação pulmonar do bebê e, em consequência, da própria intervenção cirúrgica. Esse quadro de prematuridade contribui para os dados crescentes de óbitos neonatais (aproximadamente 25% atualmente) e infantis (16%) registrados no Brasil.

Parto normal faz bem à mãe e ao bebê

Estudos científicos comprovam que o parto normal põe o bebê em contato com bactérias naturalmente presentes no corpo da mulher, o que fortalece o sistema imunológico, previne o desenvolvimento de alergias e combate outros problemas de saúde futuros do recém-nascido.

O trabalho de parto, que pode parecer sofrimento ao bebê, na verdade, significa preparação para o nascimento, por tornar adequado ritmo cardíaco, fluxo sanguíneo e maturação pulmonar à vida fora do útero. Além disso, hormônios liberados no parto normal favorecem o vínculo entre mãe e bebê, o aleitamento materno e a recuperação pós-parto.

 

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